sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A Espiritualidade da História Eclesiástica de Eusébio



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A Espiritualidade da História Eclesiástica de Eusébio
Introdução



Eusébio de Cesareia (265 — Cesareia Marítima, 30 de maio de 339) (chamado também de Eusebius Pamphili, "Eusébio amigo de Pânfilo") foi bispo de Cesareia e é referido como o pai da história da Igreja porque nos seus escritos estão os primeiros relatos quanto à história do Cristianismo primitivo.

I. Vida
A data e o local exato do seu nascimento são incertos e pouco se sabe da sua juventude. Conheceu o presbítero Doroteu de Tiro em Antioquia e, provavelmente recebeu dele instrução exegética. Em 296, estando na Palestina, viu Constantino I, que visitava essa província com Diocleciano. Estava em Cesareia quando Agápio era, aí, bispo. Tornou-se amigo de Pânfilo de Cesareia, com quem teria estudado a Bíblia, com a ajuda da Hexapla de Orígenes e de comentários compilados por Pânfilo1 , na tentativa de escrever uma versão crítica do Antigo Testamento.

Em 307, Pânfilo foi preso, mas Eusébio continuou o projeto que com ele tinha começado. O resultado foi uma apologia de Orígenes, terminada por Eusébio depois da morte de Pânfilo, que foi enviada aos mártires nas minas de Phaeno, no Egito. Parece que, depois, se retirou para Tiro e, mais tarde para o Egito, onde sofreu, pela primeira vez, perseguição. A acusação de que obteve a sua liberdade sacrificando aos deuses pagãos parece ser infundada.

Como bispo de Cesareia Marítima. Sucedeu a Agápio, não se sabe bem quando mas, de qualquer forma, terá sido pouco depois de 313. Pouco se sabe dos primeiros tempos do seu bispado. No entanto, com o início da controvérsia ariana, toma, subitamente um lugar de destaque. Ário pediu-lhe proteção. Por uma carta que Eusébio escreveu a Alexandre, é evidente que não negou refúgio ao presbítero exilado. Quando o Primeiro Concílio de Niceia se reuniu, em 325, teve algum protagonismo. Nem era um líder nato, nem sequer um pensador profundo, mas como homem bastante instruído e autor famoso, caído nas graças do imperador, acabou por salientar-se entre os mais de 300 membros que reuniram no concílio. Tomando uma posição moderada na controvérsia, apresentou o símbolo (credo) batismal de Cesareia que acabou por se tornar a base do Credo niceno. No final do concílio, Eusébio subscreveu os seus decretos.

A controvérsia ariana continuou, não obstante a realização do concílio. Eusébio manteve-se envolvido na questão. Por exemplo, entrou em disputa com Eustátio de Antioquia, que se opunha à crescente aceitação das teorias de Orígenes e, em especial, por este ter praticado uma exegese alegórica das escrituras, o que interpretava como sendo a origem teológica do arianismo. Eusébio, admirador de Orígenes, foi repreendido por Eustátio que o acusou de se afastar da fé de Niceia. Eusébio retorquiu, acusando Eustátio de seguir ideias sabelianas. Eustátio foi acusado, condenado e deposto num sínodo, em Antioquia. Grande parte do povo de Antioquia rebelou-se contra esta decisão eclesiástica, enquanto os anti-eustatianos propunham Eusébio como novo bispo. Ele recusou a oferta.

Depois de Eustátio ter sido afastado, os eusebianos viraram-se contra Atanásio de Alexandria, um oponente muito mais perigoso. Em 334, Atanásio foi intimado a comparecer frente a um sínodo em Cesareia. Ele não compareceu. No ano seguinte, convocou-se outro sínodo em Tiro (Concílio de Tiro), presidido por Eusébio. Atanásio, prevendo o resultado, dirigiu-se a Constantinopla, onde apresentou a sua causa ao imperador. Constantino convocou os bispos para a sua corte, entre os quais, Eusébio. Atanásio foi condenado ao exílio no final de 335. Nesse mesmo sínodo, outro oponente era atacado com sucesso. Marcelo de Ancira há muito que lutava contra os eusebianos, protestando contra a reabilitação de Ário. Acusado de sabelianismo, foi deposto em 336. Constantino morreu no ano seguinte. Eusébio não sobreviveu mais tempo. Morreu (provavelmente em Cesareia), em 340, o mais tardar, sendo provável que tenha morrido a 30 de Maio de 339.

II. Obras
Da extensa atividade literária de Eusébio, uma relativamente grande parte foi preservada. Ainda que a posteridade tenha suspeitado dele como ariano, o seu método de escrita tornou-o indispensável; a utilização de excertos cuidadosamente íntegros nas suas citações poupou muito trabalho de pesquisa aos leitores futuros. As suas obras, tornadas de referência, foram deste modo preservadas.

As obras literárias de Eusébio refletem o curso da sua vida. No início, dedicou-se à crítica dos textos bíblicos, sob a influência de Pânfilo de Cesareia e, provavelmente, de Doroteu, da escola de Antioquia. Com as perseguições de Diocleciano e de Galério, dirigiu o seu interesse para os mártires (tanto os da sua época, como os anteriores). Esse interesse levou-o a escrever, praticamente, uma história da Igreja e, mesmo, uma história universal, que, segundo o ponto de vista de Eusébio, seria apenas a base para a história eclesiástica. Nota-se, pois, que para Eusébio, a Igreja aparece como sendo o motor da História da Humanidade.

Com as controvérsias arianas, o interesse de Eusébio passou para as questões dogmáticas. A cristandade era finalmente reconhecida pelo Estado. Isso trouxe, não obstante, novos problemas. Apologias diferentes das anteriores tornavam-se necessárias. Por fim, Eusébio, no seu papel de teólogo da corte imperial, escreve panegíricos hiperbólicos dedicados ao imperador cristão. A todas estas atividades, há a acrescentar muitos outros textos de natureza diversa, em que ressalta a sua correspondência, para além de trabalhos exegéticos onde se incluem comentários e tratados sobre arqueologia bíblica que se estendem durante todo o período da sua vida literária, fazendo fé daquilo por que Eusébio viria a ser reconhecido por quase todos, independentemente da opinião teológica que professassem: a sua larga erudição.

III. Obras que versam a crítica bíblica
Pânfilo de Cesareia e Eusébio ocuparam-se, em conjunto, da leitura crítica das escrituras tal como eram apresentadas na versão da Bíblia conhecida como a "Septuaginta". Dedicaram-se ao estudo do Antigo Testamento, ainda que se debruçassem especialmente sobre o Novo Testamento. Efetivamente, parece que um dos manuscritos da Septuaginta, preparado por Orígenes, terá sido trabalhado e revisto pelos dois, a crer em Jerônimo.

Para facilitar a pesquisa dos textos evangélicos, Eusébio dividiu a versão das escrituras que tinha em seu poder em parágrafos que remetiam para uma tabela sinóptica, de forma a encontrar os pericópios que se referissem mutuamente.

(1) uma epístola da congregação de Esmirna a respeito do martírio de Policarpo
(2) o martírio de Piónio;
(3) os martírios de Carpo, Papilo e Agatónica;
(4) o martirológio das congregações de Vienne e Lyon (actual França);
(5) o martírio de Apolônio de Roma.
Da vida de Pânfilo resta apenas um fragmento. Um trabalho sobre os mártires da palestina foi composto depois de 311. Um grande número de fragmentos encontram-se disseminados por vários catálogos de lendas, ainda por compilar. A vida de Constantino foi compilada após a morte do imperador e a eleição do seu filho como um dos augustos(co-imperadores romanos), em 337. É mais um panegírico, repleto de retórica, que uma biografia, mas é de grande valor histórico pelos documentos que incorpora.

Apologias e obras dogmáticas[editar | editar código-fonte]
Aos trabalhos de cariz apologético ou dogmático pertencem:

(1) a "Apologia de Orígenes", cujos primeiros cinco livros terão sido escritos por Pânfilo de Cesareia, na prisão, assistido por Eusébio, segundo as palavras de Fótio. Eusébio escreveu o sexto livro após a morte de Pânfilo. Existe actualmente uma tradução em latim do primeiro livro, feita por Rufino de Aquileia.
(2) um tratado contra Hierócles de Alexandria, (Governador romano e filósofo neoplatónico), no qual Eusébio rebateu a glorificação de Apolónio de Tiana feita por Hieróceles. O trabalho chamava-se "Discurso de Amor à Verdade" (em grego, Philalethes logos);
(3) e (4) duas importantes obras, relacionadas uma com a outra, conhecidas pelos nomes, em latim Praeparatio evangelica e Demonstratio evangelica, , tentando a primeira provar a excelência do cristianismo sobre todas as religiões e filosofias pagãs. A Demonstratio consistia originalmente em vinte livros dos quais foram completamente perservados dez, além de um fragmento do décimo-quinto livro. Eusébio considerava-a como uma introdução à Cristandade para os pagãos. O trabalho foi terminado, provavelmente, antes de 311.
(5) noutro texto, com origem no período das perseguições, intitulado "Excertos Proféticos" (Eklogai prophetikai), discute em quatro livros os textos messiânicos das escrituras.
(6) o tratado "Da Manifestação Divina" (Peri theophaneias), , escrito já posteriormente a estes, trata da encarnação do Logos Divino, sendo, em vários aspectos, idêntico à Demonstratio evangelica. . Restam apenas fragmentos.
(7) o polémico tratado "Contra Marcelo", escrito cerca de 337;
(8) um suplemento ao trabalho anterior, intitulado "Da Teologia da Igreja", onde defende a doutrina nicena do Logos, contra o partido de Atanásio.
Um número vasto de escritos pertencendo a esta categoria estão, até a data, completamente perdidos.


IV. A História Eclesiástica

Esta obra trata de um relato cronológico do desenvolvimento do cristianismo primitivo entre o primeiro e o quarto século. Ela foi escrita em grego koiné e sobreviveu também em manuscritos em latim, siríaco e armênio. O resultado foi a primeira narrativa extensiva escrita de um ponto de vista cristão.
No início do século V, dois defensores em Constantinopla, Sócrates Escolástico e Sozomeno, assim como um bispo, Teodoreto de Cirro, na província romana da Síria, escreveram continuações da história eclesiástica de Eusébio, estabelecendo uma convenção de continuadores que iria determinar de maneira significativa a forma como a história seria escrita por pelo menos um milênio. Uma outra obra de Eusébio, a Crônica, que tentou apresentar uma linha do tempo comparativa entre as histórias pagã e do Antigo Testamento, também fundou um modelo historiográfico, a crônica medieval ou história universal.

Eusébio tinha acesso à biblioteca Teológica de Cesareia Marítima e fez uso de muitos documentos eclesiásticos, atos de mártires, cartas, extratos de autores cristãos anteriores, listas de bispos e fontes similares, muitas vezes citando extensamente os originais, de modo que a sua obra acabou por preservar muitos originais que não sobreviveram até nossos dias. Como exemplo, ele cita que Mateus compôs o Evangelho dos Hebreus e seu "catálogo da Igreja" sugere que ele teria sido o único Evangelho Judaico. É, portanto, de valor histórico, embora ele jamais tenha pretendido ser nem completo e nem observar imparcialidade no tratamento de seus objetivos. Ele sequer pretende apresentar uma visão conectada e sistemática da história da igreja primitiva. Ela é portanto uma vingança da religião cristã, embora o autor jamais tenha pretendido assim. Eusébio foi muitas vezes acusado de falsificar intencionalmente a verdade, pois ele jamais foi totalmente imparcial em seu julgamento das pessoas ou dos fatos.

Na sua "História da Igreja" ou "História Eclesiástica", Eusébio tentou, de acordo com as suas próprias palavras apresentar a história da Igreja desde os apóstolos (história essa referida nos "Atos dos Apóstolos") até ao seu próprio tempo, tendo em conta os seguintes aspectos:

(1) a sucessão dos bispos nas igrejas locais principais;
(2) a história dos apóstolos;
(3) a história das heresias;
(4) a história dos judeus;
(5) as relações com os pagãos;
(6) os mártires.

Agrupou o seu material de acordo com os reinados dos imperadores, apresentando-o tal como o encontrou nas suas fontes. O conteúdo consistia em:

Livro i: introdução detalhada, sobre Jesus Cristo.
Livro ii: A história da época apostólica, desde a Queda de Jerusalém até Tito.
Livro iii: A época após Trajano
Livross iv e v: o século II
Livro vi: O período de Severo a Décio
Livro vii e viii: historial do surto de perseguições movidas sob o reinado de Diocleciano
Livro ix: História da vitória de Constantino I sobre Magêncio no ocidente e de Licínio sobre Maximino Daia no oriente.
Livro x: O restabelecimento das congregações e a rebelião e conquista de Licínio.

Tal como chegou até nós, a obra concluiu-se antes da morte de Crispo, em julho de 326 d.C., e, desde o Livro x que é dedicada a Paulino de Tiro que morreu antes de 325 d.C., no final de 323 d.C. ou em 324 d.C.. Este trabalho é realmente impressionante pela pesquisa que exigia e deve tê-lo ocupado por vários anos. O seu martirológio terá sido um dos estudos preparatórios para a obra.


            

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

7 - Leitura da Didaqué – Capítulos 16. O Fim dos Tempos

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Leitura da Didaqué – Capítulos 16.
O Fim dos Tempos
 
CAPÍTULO XVI
1 Vigie sobre a vida uns dos outros. Não deixe que sua lâmpada se apague, nem afrouxe o cinto dos rins. Fique preparado porque você não sabe a que horas nosso Senhor chegará.

O que significa vigiar a vida uns dos outros (1)?
O que significa deixar a lâmpada se apagar (1)?
Precisamos ficar preparados para a vinda do Senhor? Por que isso é importante (1)?

2 Reúna-se com frequência para que, juntos, procurem o que convém a vocês; porque de nada lhe servirá todo o tempo que viveu a fé se no último instante não estiver perfeito.

Por que a igreja precisava se reunir com frequência (2)?
A salvação pode ser perdida (2)?

3 De fato, nos últimos dias se multiplicarão os falsos profetas e os corruptores, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se converterá em ódio.

A Didaqué prevê falsos profetas e desvio da fé (ovelhas se transformando em lobos). Isso tem ocorrido (3)?

4 Aumentando a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente. Então o sedutor do mundo aparecerá, como se fosse o Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.

O texto do v. 4 fala do crescimento da injustiça e do anticristo que aparecerá nos últimos dias. Para você, quem será o anticristo?

5 Então toda criatura humana passará pela prova de fogo e muitos, escandalizados, perecerão. No entanto, aqueles que permanecerem firmes na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam.

O que é permanecer firme na fé (5)?

6 Então aparecerão os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a ressurreição dos mortos.
7 Sim, a ressurreição, mas não de todos, conforme foi dito: "O Senhor virá e todos os santos estarão com ele".
8 Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu.

Os cristãos haviam sistematizado os sinais da volta de Cristo, chamados de sinais da verdade (6). Como eles criam?
Por que nem todos ressuscitarão (7)?
A fé no fim dos tempos é importante para a espiritualidade do cristão (8)?


O que este estudo mais te provocou?
Como foi a experiência de estudar a Didaqué na OESI?
Quais os proveitos para sua vida espiritual?

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

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Leitura da Didaqué – Capítulos 11 - 15.
A Vida em Comunidade
04 de outubro de 2014.

OS PROFETAS E MESTRES ITINERANTES 

CAPÍTULO XI
1 Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.
2 Mas se aquele que ensina é perverso e ensinar outra doutrina para te destruir, não lhe dê atenção. No entanto, se ele ensina para estabelecer a justiça e conhecimento do Senhor, você deve acolhê-lo como se fosse o Senhor.
3Já quanto aos apóstolos e profetas, faça conforme o princípio do Evangelho.
4Todo apóstolo que vem até você deve ser recebido como o próprio Senhor.
5Ele não deve ficar mais que um dia ou, se necessário, mais outro. Se ficar três dias é um falso profeta.
6Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar o­nde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.
7Não ponha à prova nem julgue um profeta que fala tudo sob inspiração, pois todo pecado será perdoado, mas esse não será perdoado.
8Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É desse modo que você reconhece o falso e o verdadeiro profeta.
9Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa não deve comer dela. Caso contrário, é um falso profeta.
10Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.
11Todo profeta comprovado e verdadeiro, que age pelo mistério terreno da Igreja, mas que não ensina a fazer como ele faz não deverá ser julgado por você; ele será julgado por Deus. Assim fizeram também os antigos profetas.
12Se alguém disser sob inspiração: "Dê-me dinheiro" ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

Por que devemos acolher quem ensina a justiça e o conhecimento do Senhor como se fosse o Senhor (1,2)?
Por que um apóstolo não podia ficar mais de dois dias (3,4)?
Por que o apóstolo que pede dinheiro é falso profeta (6)?
Por que não ha perdão quando julgamos e colocamos a prova um profeta que fala tudo por inspiração (7)?
Como um profeta vive como o Senhor (8)?
O que significa preparar uma mesa e não comer dela (9)?
O que significa “não ensinar a fazer como ele faz” (11)?
Como distinguir um profeta que pede para si e o profeta que pede para dar a obra de Deus (12)?


HOSPEDES CRISTÃOS

CAPÍTULO XII
1Acolha toda aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examine para conhecê-lo, pois você tem discernimento para distinguir a esquerda da direita.
2Se o hóspede estiver de passagem, dê-lhe ajuda no que puder. Entretanto, ele não deve permanecer com você mais que dois ou três dias, se necessário.

3Se quiser se estabelecer e tiver uma profissão, então que trabalhe para se sustentar.
4Porém, se ele não tiver profissão, proceda de acordo com a prudência, para que um cristão não viva ociosamente em seu meio.
5Se ele não aceitar isso, trata-se de um comerciante de Cristo. Tenha cuidado com essa gente!

Como examinar uma pessoa que vem em nome do Senhor (1)?
Por que o hospede que vem em nome do Senhor não pode permanecer mais do que três dias (2)?
Qual a importância do trabalho para uma pessoa que vem em nome de Cristo (3,4)?
O que é um comerciante de Cristo (5)?


A OFERTA DAS PRIMÍCIAS

CAPÍTULO XIII
1Todo verdadeiro profeta que queira estabelecer-se em seu meio é digno do alimento.
2Assim também o verdadeiro mestre é digno do seu alimento, como qualquer operário.
3Assim, tome os primeiros frutos de todos os produtos da vinha e da eira, dos bois e das ovelhas, e os dê aos profetas, pois são eles os seus sumos-sacerdotes.
4Porém, se você não tiver profetas, dê aos pobres.
5Se você fizer pão, tome os primeiros e os dê conforme o preceito.
6Da mesma maneira, ao abrir um recipiente de vinho ou óleo, tome a primeira parte e a dê aos profetas.
7Tome uma parte de seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, conforme lhe parecer oportuno, e os dê de acordo com o preceito.


O que significa dar as primícias para o profeta e o mestre (1-3)?
Por que o autor diz que os profetas são os seus sumos-sacerdotes (3)?
O que são as primícias? O que fazer com as primícias quando não há profetas para recebê-las (4)?
Existia a oferta das primícias que eram entregues aos profetas. Estas primícias podiam ser quais produtos (5-7)?


O SACRIFÍCIO DO DOMINGO

CAPÍTULO XIV
1Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro.
2Aquele que está brigado com seu companheiro não pode juntar-se antes de se reconciliar, para que o sacrifício oferecido não seja profanado.
3Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: "Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrifício puro porque sou um grande rei - diz o Senhor - e o meu nome é admirável entre as nações".

Que sacrifício é este (1)?
Qual o objetivo da reunião dominical (1)?
A falta de reconciliação profana o sacrifício oferecido. O que é um sacrifício profanado (2)?
Sacrifício ao rei significa um tributo. O que significa ter Jesus como rei (3)?

ESCOLHA DE LÍDERES E VIDA COMUNITÁRIA

CAPÍTULO XV
1Escolha bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados, pois também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.
2Não os despreze porque eles têm a mesma dignidade que os profetas e os mestres.
3Corrija uns aos outros, não com ódio, mas com paz, como você tem no Evangelho. E ninguém fale com uma pessoa que tenha ofendido o próximo; que essa pessoa não escute uma só palavra sua até que tenha se arrependido.
4Faça suas orações, esmolas e ações da forma que você tem no Evangelho de nosso Senhor.

Quais os critérios para a escolha de um bispo e de um diácono (1)?
O que significa desprezar os líderes (2)?
O que significa ter a mesma dignidade de profetas e mestres (2)?
Na igreja existia o pastoreio mútuo. O que significa corrigir uns aos outros (3)?
Qual o benefício de ficar calado até que a pessoa se arrependa (3)?
Qual a forma evangélica para se fazer orações, esmolas e ações(4)?


Quais desafios este encontro trouxe ao seu coração?



terça-feira, 16 de setembro de 2014

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Leitura da Didaqué – Capítulos 6 - 10.
A Santa Liturgia
20 de setembro de 2014.



Leia cada versículo e comente em grupo

CAPÍTULO VI
1Fique atento para que ninguém o afaste do caminho da instrução, pois quem faz isso ensina coisas que não pertencem a Deus.
2Você será perfeito se conseguir carregar todo o jugo do Senhor. Se isso não for possível, faça o que puder.
3A respeito da comida, observe o que puder. Não coma nada do que é sacrificado aos ídolos pois esse culto é destinado a deuses mortos.

O que significa fazer o que puder? Isso não seria um liberalismo? Como entender as duas vezes que aparecem a frase “o que puder”?

A CELEBRAÇÃO LITÚRGICA 

CAPÍTULO VII

Sacramento do Batismo
1 Quanto ao batismo, faça assim: depois de ditas todas essas coisas, batize em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
2 Se você não tiver água corrente, batize em outra água. Se não puder batizar com água fria, faça com água quente.
3 Na falta de uma ou outra, derrame água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
4 Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias.

Qual a forma prioritária para o Batismo?
O que significa as diversas opções para o Batismo?
Quem realiza o Batismo?
Qual a relação do Jejum com o Batismo?
Quem deveria Jejuar?

CAPÍTULO VIII

Jejum e Oração

1 Os seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Porém, você deve jejuar no quarto dia e no dia da preparação.
2 Não ore como os hipócritas, mas como o Senhor ordenou em seu Evangelho. Ore assim: "Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai nossa dívida, assim como também perdoamos os nossos devedores e não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal porque teu é o poder e a glória para sempre".
3 Orem assim três vezes ao dia.

Quem são os hipócritas?
Qual o dia de jejum dos cristãos primitivos?
Qual a importância do Pai nosso?
Por que deveriam orar três vezes ao dia?
Você segue alguma disciplina de oração e jejum? Poderia compartilhar?

CAPÍTULO IX

Sacramento da Eucaristia

1 Celebre a Eucaristia assim:
2 Diga primeiro sobre o cálice: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da santa vinha do teu servo Davi, que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre".
3 Depois diga sobre o pão partido: "Nós te agradecemos, Pai nosso, por causa da vida e do conhecimento que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre.
4 Da mesma forma como este pão partido havia sido semeado sobre as colinas e depois foi recolhido para se tornar um, assim também seja reunida a tua Igreja desde os confins da terra no teu Reino, porque teu é o poder e a glória, por Jesus Cristo, para sempre".
5 Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: "Não dêem as coisas santas aos cães".

A Eucaristia era marcada por uma simplicidade. Observe a simplicidade da oração sobre o cálice e sobre o Pão.
Já existia uma oração própria para a Eucaristia. Oração não era de consagração dos elementos, mas de agradecimento. Por que?
Ao mesmo tempo em que há uma oração escrita, há também uma simplicidade e liberdade no Rito. O que isso significa?
Quem celebra o ritual da Eucaristia?
Por que o não batizado não poderia tomar a Eucaristia?

CAPÍTULO X
1 Após ser saciado, agradeça assim:
2 "Nós te agradecemos, Pai santo, por teu santo nome que fizeste habitar em nossos corações e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos revelaste através do teu servo Jesus. A ti, glória para sempre.
3 Tu, Senhor ­onipotente criaste todas as coisas por causa do teu nome e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te agradeçam. A nós, porém, deste uma comida e uma bebida espirituais e uma vida eterna através do teu servo.
4 Antes de tudo, te agradecemos porque és poderoso. A ti, glória para sempre.
5 Lembra-te, Senhor, da tua Igreja, livrando-a de todo o mal e aperfeiçoando-a no teu amor. Reúne dos quatro ventos esta Igreja santificada para o teu Reino que lhe preparaste, porque teu é o poder e a glória para sempre.
6 Que a tua graça venha e este mundo passe. Hosana ao Deus de Davi. Venha quem é fiel, converta-se quem é infiel. Maranatha. Amém."
7 Deixe os profetas agradecerem à vontade.

Já existia também uma oração para depois da Eucaristia. Esta oração está organizada em dois momentos: Agradecimento e intercessão. Qual o conteúdo do agradecimento e da intercessão?
Quais desafios este encontro gerou em seu coração?