quarta-feira, 1 de abril de 2026

VIII Retiro da Semana Santa 2026.


Retiro de Semana Santa 2026 no Mosteiro da Virgem – Petrópolis (RJ)
Um tempo de recolhimento, comunhão e aprofundamento espiritual


Nos dias 30 e 31 de março de 2026, foi realizado o Retiro de Semana Santa no Mosteiro da Virgem, em Petrópolis (RJ), reunindo irmãos e irmãs para um tempo de silêncio, oração e reflexão à luz da Palavra de Deus. O encontro, marcado por simplicidade e reverência, proporcionou momentos profundos de comunhão e renovação espiritual, inserindo os participantes no espírito solene da Semana Santa.
Segunda-feira Santa: acolhimento e início das reflexões

A programação teve início na manhã da segunda-feira (30), às 10h, com a chegada e acolhimento dos participantes. O ambiente do mosteiro, cercado pela serenidade da natureza, favoreceu desde o início uma disposição interior voltada ao recolhimento.

Ao meio-dia, foi servido o almoço, seguido de momentos de reflexão conduzidos ao longo da tarde. Às 15h30, um breve intervalo com lanche — o tradicional “cafezinho” — proporcionou convivência fraterna, sem perder o espírito contemplativo.


As reflexões prosseguiram ao longo do dia, conduzindo os retirantes a meditarem sobre os mistérios da paixão de Cristo, em uma abordagem bíblica e devocional. O jantar, às 18h30, encerrou a programação do dia, seguido ainda por mais um momento de reflexão, consolidando o tom espiritual da jornada.


Terça-feira Santa: aprofundamento e envio

A terça-feira (31) começou cedo, às 7h50, com o café da manhã, seguido de novas reflexões. O segundo dia foi marcado por um aprofundamento das meditações iniciadas anteriormente, conduzindo os participantes a uma compreensão mais íntima do caminho da cruz e do chamado ao arrependimento e à fé.

Ao meio-dia, o almoço reuniu novamente o grupo em espírito de comunhão. Na parte da tarde, às 14h30, aconteceu o cafezinho de despedida — momento simples, mas carregado de significado, onde se partilharam impressões e testemunhos do retiro.


Às 15h, deu-se a saída dos participantes, encerrando oficialmente o encontro.

Um retiro marcado pela presença de Deus


O Retiro de Semana Santa 2026 no Mosteiro da Virgem foi, acima de tudo, um tempo de graça. Em meio à simplicidade da programação — refeições, pausas e reflexões — Deus se fez presente de maneira profunda, conduzindo cada participante a um encontro renovador com Cristo.


A experiência reforça a importância de separar tempo para estar a sós com o Senhor, especialmente no contexto da Semana Santa, quando a Igreja é chamada a contemplar o mistério central da fé: a cruz e a ressurreição de Jesus.


Que os frutos deste retiro permaneçam vivos no coração de todos, conduzindo a uma vida mais dedicada, vigilante e firmada no Evangelho.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Entre a Terra e o Céu: férias de fevereiro de 2026 no Mosteiro Terra Santa


Entre a Terra e o Céu: férias de fevereiro no Mosteiro Terra Santa

Ji-Paraná (RO), fevereiro de 2026
As férias de fevereiro de 2026, vividas no Mosteiro Terra Santa, em Ji-Paraná (RO), não foram um tempo de interrupção da vocação, mas de aprofundamento dela. Para nós, Edson e Marisa, esse período revelou, de forma concreta e silenciosa, a verdade antiga e sempre nova da espiritualidade cristã: orar e trabalhar são um só movimento quando tudo é oferecido a Deus.




O dia começava cedo, sob o céu ainda suave da Amazônia. Antes que o calor se impusesse, as mãos já tocavam a terra. Plantar, limpar os jardins, cuidar do que cresce — cada muda colocada no chão era também uma oração sem palavras. A terra revolvida lembrava o coração humano: precisa ser cuidada, limpa, regada, para que a vida floresça. Não há espiritualidade autêntica que despreze o chão; foi do pó que Deus nos formou e é na terra que aprendemos a humildade.


Entre uma atividade e outra, o ritmo do mosteiro era marcado pela oração comunitária, pela escuta do Evangelho do Dia e pela Eucaristia diária, centro silencioso e firme de toda a jornada. A Palavra proclamada iluminava o trabalho, e o trabalho devolvia à Palavra sua densidade concreta. O que se ouvia no Evangelho pela manhã ganhava corpo no esforço da tarde, no suor, no cansaço aceito com gratidão.


Marisa, com sua sensibilidade atenta e espírito de serviço, esteve presente em cada detalhe: no cuidado com os espaços, na organização, no zelo com o que parece pequeno, mas sustenta a vida comum. Seu trabalho discreto lembrava o testemunho de tantos servos e servas do Evangelho que, sem visibilidade, constroem diariamente o Reino de Deus. Há uma liturgia escondida no cuidado, e ela foi celebrada ali, longe dos holofotes, mas muito próxima do coração de Deus.


Entre as tarefas mais exigentes estiveram a colocação dos mourões das cercas e a instalação das telas, trabalho pesado, repetitivo, que exigiu paciência e perseverança. 



Cada mourão fincado no chão parecia afirmar, simbolicamente, que o mosteiro não é apenas um espaço espiritual, mas também um lugar concreto, com limites, proteção e responsabilidade. 



A cerca não separa do mundo por desprezo, mas guarda um espaço de silêncio, oração e acolhimento.



O ponto alto da semana era o culto dominical na Capela, celebrado com sobriedade e reverência. Ali, todo o trabalho da semana encontrava seu sentido. 




O louvor comunitário reunia terra e céu, corpo e espírito, silêncio e Palavra. 
                                                    

Não se tratava de “pausar” o trabalho para cultuar, mas de reconhecer que todo o trabalho já era culto, prolongado agora na assembleia reunida em nome do Senhor.
Esses dias no Mosteiro Terra Santa foram, ao mesmo tempo, um relato simples do cotidiano e uma profunda experiência devocional. Nada de extraordinário aos olhos do mundo: plantar, limpar, construir, pintar, orar. Mas tudo extraordinário aos olhos da fé, porque feito na presença de Deus e para a glória de Deus.
Assim, as férias se tornaram peregrinação interior. O descanso não veio da ausência de tarefas, mas da certeza de estar no lugar certo, vivendo o chamado com inteireza. Entre a terra que se cultiva e o céu que se espera, seguimos aprendendo que o Reino de Deus cresce como semente pequena, lançada no chão, cuidada com fidelidade e confiada à graça do Senhor.
> “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor” (Cl 3,23).
Que este testemunho simples fortaleça a caminhada da OESI, recordando-nos que a vida espiritual não se vive à margem do cotidiano, mas dentro dele, com mãos sujas de terra e coração elevado em oração.

domingo, 16 de novembro de 2025

Retiro da OESI 2025 . 14 a 16 de novembro de 2025


Oração no Monte

RELATÓRIO DO RETIRO DE CONTEMPLAÇÃO E ESPIRITUALIDADE – 2025
14, 15 e 16 de novembro de 2025.

OESI – Ordem Evangélica dos Servos Intercessores
Tema: “O Sacramento do Altar e a Imitação de Cristo”

Introdução:

Ao contemplarmos os dias que vivemos juntos neste retiro santo, nossos corações se curvam em profunda gratidão. Foi um tempo em que o Senhor visitou a OESI com suavidade e poder, renovando nossos votos interiores, fortalecendo o espírito de intercessão e reavivando a chama da santidade cotidiana. Cada oração, cada silêncio, cada partilha e cada subida ao monte se tornaram como pedras vivas erguidas diante de Deus em adoração.

O Convento Madre Regina, conectado à vida orante da OESI e da OFSE, pareceu respirar conosco; suas paredes espirituais tornaram-se eco do louvor, do arrependimento e da presença do Cristo que caminha no meio de seu povo.

SEXTA-FEIRA – A CHEGADA AO SANTO RECOLHIMENTO

A partir das 17h, os irmãos começaram a chegar, trazendo consigo expectativas, cansaços e orações acumuladas no coração. Como peregrinos sedentos, fomos sendo acolhidos no silêncio sagrado do retiro.

Às 18h, elevamos juntos a Oração das Vésperas, marcando a entrega da noite nas mãos de Deus. Foi o primeiro sopro de paz que encheu o ambiente.

O Chá da Noite, às 20h, serviu como suave comunhão fraterna, preparando-nos para as Orientações das 21h, quando nos colocamos sob a disciplina espiritual e amorosa da comunidade.

Às 21:30h, na Oração das Completas, entregamos nossas inquietações ao Deus que vela enquanto dormimos. O clima de recolhimento intensificou-se, conduzindo todos à Poustínia, às 22h—o silêncio interior do quarto, onde cada servo se recolheu diante do Senhor com o coração desperto.

SÁBADO – DIA DE ESCUTA, SILÊNCIO E MONTE SANTO

O sábado se iniciou com o romper do dia, às 6h, com a leitura do Espelho da Consciência (pp. 1–14). Este momento foi profundo: o Espírito confrontou, consolou e purificou. Houve lágrimas discretas, sentimentos desnudados e um sincero desejo de arrependimento.

Às 7h, celebramos as Laudes Matutinas com Eucaristia. O Sacramento do Altar brilhou em meio a nós como fonte de vida e graça, unindo-nos ao Cristo que se oferece por amor.

Após o café, seguimos às palestras e partilhas. A comunhão espiritual foi crescendo, e às 10:15h começamos um dos momentos mais marcantes do retiro: a oração ininterrupta no Monte e na Capela.

A Oração no Monte – Um Cenáculo ao Ar Livre

Subimos ao monte como quem sobe ao coração de Deus. Ali, o vento parecia testemunhar nossa intercessão. Alguns oravam de joelhos, outros caminhavam lentamente. O silêncio foi tão profundo que parecia falar. Foi um dos momentos mais fortes de toda a programação: servos intercedendo, clamando por misericórdia para o mundo, para a Igreja, para os irmãos em sofrimento.

A Capela, ao mesmo tempo, tornava-se como um pequeno Getsemani. Dois grupos, um só espírito. Como diz a Escritura: “Uma só fé, um só Senhor, um só Espírito”.

O restante da tarde foi marcado pela Visio Divina, pela leitura orante, pela partilha em grupos e pela fala ao grande grupo. Cada etapa do sábado se tornou uma espécie de eco litúrgico da manhã: tudo parecia nascer da oração no monte.

À noite, refletimos sobre A Igreja Perseguida, o que reacendeu em nós o espírito de vigilância e compaixão. Encerramos com as Completas (20:30h) e retornamos à Poustínia. A quietude daquela noite foi profunda; muitos afirmaram depois terem sentido o Senhor falar de modo especial.

DOMINGO – VIA SACRA, RENOVAÇÃO E ENVIO

O domingo amanheceu com a continuidade da leitura do Espelho da Consciência (pp. 15–31). Um senso de purificação final tocou a todos, preparando-nos para as Laudes com Eucaristia, às 7h.

Depois do café, seguimos para a palestra e, às 10:15h, ocorreu outro dos grandes momentos do retiro:

A Via Sacra – No Caminho da Cruz

Percorremos a Via Sacra como peregrinos que seguem os passos do Cordeiro. Cada estação recordou-nos tanto o sofrimento de Cristo quanto a esperança da redenção. Foi impossível não se comover ao meditar a entrega daquele que nos amou até o fim. Muitos irmãos relataram profunda renovação interior; outros falaram sobre serem tocados com nova clareza pela mensagem da cruz — tema tão central à OFSE e à vida paulina que prezamos.

Ao final, às 11h, no Capítulo da OESI, apresentamos relatórios, ouvimos testemunhos e renovamos os votos. O ambiente parecia banhado pela graça do Espírito Santo. Era como se o Senhor confirmasse: “Permaneçam fiéis, pois Eu estou convosco.”

A Oração da Hora Média encerrou oficialmente o retiro às 12h, e o almoço às 12:20h selou nossa fraternidade.

Conclusão:

Este retiro foi verdadeiramente uma bênção de Deus. Saímos fortalecidos, unidos e profundamente tocados pela presença do Senhor. A oração no monte se tornou um marco espiritual para muitos; a Via Sacra reacendeu o fervor pela cruz; as leituras, partilhas e liturgias consolidaram nossa vocação de servos intercessores.

Voltamos para casa com o coração cheio e a certeza de que cada servo da OESI — está debaixo da misericórdia do Cordeiro que reina para sempre.

A Ele a glória, a Igreja a fidelidade, e a nós a alegria de servir.

Vídeos do retiro 2025


Via Sacra no Domingo pela manhã.

Celebrações na Capela

Foto Oficial na Sala de Ministração

A Perfeita Alegria do retiro

Capela das Celebrações

Momento de despedida desse lugar abençoado

Estudos em pequenos grupos nas deliciosas salas de meditações.

oração no monte no sábado pela manhã.

Sala de Ministrações.

irmão Edson e irmã Marisa

No pátio do Convento

Momento Especial no Refeitório

Ministração da Palavra


Kit Retiro 2025

19 participantes 

Oração no Monte












domingo, 9 de novembro de 2025

Os Mourões do Mosteiro.

Os Mourões da Gratidão e da Proteção

No silêncio orante do Mosteiro Terra Santa, ergue-se um novo sinal da providência de Deus: os mourões da cerca. Cada estaca fincada na terra é mais que madeira e concreto — é um testemunho visível da fé e da generosidade dos que têm sustentado esta obra com oração, amor e oferta.

Assim como os antigos muros de Jerusalém simbolizavam a proteção do povo de Deus, também a cerca que agora se levanta em torno do Mosteiro é expressão de cuidado e consagração. Ela não é apenas um limite físico, mas um convite à vida recolhida e santa, onde o espaço do Mosteiro é guardado para a oração, o silêncio e o serviço.

Cada mourão, colocado com esforço e gratidão, representa mãos que ofertaram, corações que confiaram e almas que acreditam no chamado que o Senhor fez florescer neste solo de Ji-Paraná. “O Senhor é o teu guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita” (Salmo 121.5). Assim como Ele cerca os seus com amor, nós também erguemos esta cerca como sinal visível de que a casa do Senhor é um lugar separado, dedicado à Sua glória.

Aos ofertantes, nosso sincero reconhecimento. Suas contribuições não apenas sustentam a estrutura da cerca, mas fortalecem o espírito da comunidade. Cada valor ofertado, cada gesto de apoio, é uma semente de fé que o Senhor certamente fará frutificar em bênçãos espirituais.

Que estes mourões sejam, para todos nós, lembrança de que o verdadeiro cerco que protege o Mosteiro é o amor de Deus — firme, constante e eterno. E que, ao olhar para a cerca concluída, possamos dizer com o salmista: “Senhor, tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio” (Salmo 91.2).

Assim seguimos, entre o labor e a oração, agradecendo pelos mourões da graça e pelos corações que, com fé e devoção, têm ajudado a construir o espaço sagrado onde o nome do Senhor será continuamente glorificado.


terça-feira, 28 de outubro de 2025

Dias de Oração e Trabalho no Mosteiro Terra Santa

 Dias de Oração e Trabalho no Mosteiro Terra Santa

Entre os dias 20 e 27 de setembro de 2025, o Pastor Edson esteve no Mosteiro Terra Santa, na Capela da Transfiguração do Senhor, em Ji-Paraná (RO), para um tempo especial de serviço e comunhão espiritual. Durante a estada, celebrou o sacramento do Batismo da irmã Maria Eduarda, sinal da nova vida em Cristo, e dedicou-se também às tarefas manuais na Casa do Senhor.

Junto aos irmãos Zaqueu, Junior e Cleder, o Pastor Edson participou da construção das calçadas e da escada que conduz ao Batistério, pintura dos bancos, além de cuidar das plantas e dos jardins que ornamentam o espaço sagrado. Cada gesto de trabalho foi acompanhado de oração e adoração, em um espírito de simplicidade e gratidão.

Foram dias de contemplação ativa, em que o labor e a fé se uniram para a glória de Deus, lembrando que todo serviço, quando oferecido com amor, se torna louvor diante do Altíssimo.

Agradecemos a acolhida do irmão Reginaldo e Adriana que nos serviram as refeições necessárias para os dias de trabalho. 

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens.” (Cl 3.23)

Mosteiro Terra Santa –  Ordem Evangélica dos Servos Intercessores – OESI


Culto com o Santo Batismo

Cleder - Auxiliando na construção da escada;



Escada do Batistério

Zaqueu - Calçada do caminho do Senhor

Zaqueu - Pintura dos Bancos

Junior - Conserto hidráulico

Maria Eduarda

Adriana e Reginaldo