sábado, 27 de junho de 2026

Aconteceu o XVIII Capítulo da OFSE: Um Encontro de Fé e Celebração.

 


XVIII Capítulo da OFSE: Um Encontro de Fé e Celebração

No dia 13 de junho de 2026, a Igreja Metodista do Grajaú, no Rio de Janeiro, sediou o XVIII Capítulo da OFSE (Ordem Franciscana dos Servos Evangélicos). O evento reuniu mais de 30 pessoas de diversas denominações evangélicas para celebrar o Ano Jubilar Franciscano, que marca os 800 anos do trânsito de São Francisco de Assis.

Agradecimentos e Comunhão

  • A organização expressa um agradecimento especial ao Pastor Edson Fernandes, da Igreja Metodista do Grajaú, pela acolhida e parceria na realização deste encontro.

  • O evento foi um momento de unidade entre irmãos e irmãs de diferentes igrejas evangélicas, unidos pelo testemunho de fé e serviço.

Celebração Especial

Além da pauta espiritual, a reunião foi marcada pela comemoração do aniversário de 57 anos do Prior da Ordem, Edson Cortasio Sardinha.

Espiritualidade e Reflexão

  • O encontro utilizou o afresco "O Trânsito de São Francisco", de Giotto, como base para refletir sobre a vida e a morte do santo.

  • Os participantes meditaram sobre o legado de São Francisco, enfatizando que não o honram como mediador, mas como um exemplo de vida cristã fiel.

  • A celebração focou na simplicidade, na pobreza voluntária e no amor ao Evangelho, reafirmando que Jesus Cristo é o único Mediador.

  • O momento incluiu leitura de textos históricos sobre os últimos dias de Francisco e a celebração da Santa Ceia.

O XVIII Capítulo da OFSE encerrou-se com o compromisso renovado de todos os presentes em viverem como verdadeiros imitadores de Cristo.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Compra do Sino do Mosteiro Terra Santa - Capela da Transfiguração do Senhor Jesus.

A importância do sino na história da Igreja

O sino tornou-se um dos símbolos mais marcantes da vida cristã. Desde os primeiros séculos, os fiéis eram reunidos de forma discreta, mas, a partir do século V, os sinos passaram a ser usados regularmente para convocar o povo para a oração, o culto e as celebrações, além de anunciar acontecimentos importantes da comunidade.

A tradição atribui a difusão do uso dos sinos a São Paulino de Nola, bispo da cidade de Nola, por volta do ano 400. Embora existam registros de sinos em outras culturas muito antes disso, foi na Igreja que eles ganharam um significado espiritual especial. No século VIII, seu uso já era comum em grande parte da Europa, especialmente nos mosteiros.

Mais do que um instrumento sonoro, o sino tornou-se a "voz da Igreja": chama os cristãos para a adoração, lembra os horários de oração, anuncia festas e convida todos a voltarem o coração para Deus. Seu toque continua sendo um testemunho público da presença da comunidade cristã e um convite para ouvir a voz do Senhor.

Por isso a OESI hoje (26/06/2026) adquiriu o seu tão sonhado Sino para a Capela da Transfiguração do Senhor Jesus.
Louvado seja o Senhor.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

VIII Retiro da Semana Santa 2026.


Retiro de Semana Santa 2026 no Mosteiro da Virgem – Petrópolis (RJ)
Um tempo de recolhimento, comunhão e aprofundamento espiritual


Nos dias 30 e 31 de março de 2026, foi realizado o Retiro de Semana Santa no Mosteiro da Virgem, em Petrópolis (RJ), reunindo irmãos e irmãs para um tempo de silêncio, oração e reflexão à luz da Palavra de Deus. O encontro, marcado por simplicidade e reverência, proporcionou momentos profundos de comunhão e renovação espiritual, inserindo os participantes no espírito solene da Semana Santa.
Segunda-feira Santa: acolhimento e início das reflexões

A programação teve início na manhã da segunda-feira (30), às 10h, com a chegada e acolhimento dos participantes. O ambiente do mosteiro, cercado pela serenidade da natureza, favoreceu desde o início uma disposição interior voltada ao recolhimento.

Ao meio-dia, foi servido o almoço, seguido de momentos de reflexão conduzidos ao longo da tarde. Às 15h30, um breve intervalo com lanche — o tradicional “cafezinho” — proporcionou convivência fraterna, sem perder o espírito contemplativo.


As reflexões prosseguiram ao longo do dia, conduzindo os retirantes a meditarem sobre os mistérios da paixão de Cristo, em uma abordagem bíblica e devocional. O jantar, às 18h30, encerrou a programação do dia, seguido ainda por mais um momento de reflexão, consolidando o tom espiritual da jornada.


Terça-feira Santa: aprofundamento e envio

A terça-feira (31) começou cedo, às 7h50, com o café da manhã, seguido de novas reflexões. O segundo dia foi marcado por um aprofundamento das meditações iniciadas anteriormente, conduzindo os participantes a uma compreensão mais íntima do caminho da cruz e do chamado ao arrependimento e à fé.

Ao meio-dia, o almoço reuniu novamente o grupo em espírito de comunhão. Na parte da tarde, às 14h30, aconteceu o cafezinho de despedida — momento simples, mas carregado de significado, onde se partilharam impressões e testemunhos do retiro.


Às 15h, deu-se a saída dos participantes, encerrando oficialmente o encontro.

Um retiro marcado pela presença de Deus


O Retiro de Semana Santa 2026 no Mosteiro da Virgem foi, acima de tudo, um tempo de graça. Em meio à simplicidade da programação — refeições, pausas e reflexões — Deus se fez presente de maneira profunda, conduzindo cada participante a um encontro renovador com Cristo.


A experiência reforça a importância de separar tempo para estar a sós com o Senhor, especialmente no contexto da Semana Santa, quando a Igreja é chamada a contemplar o mistério central da fé: a cruz e a ressurreição de Jesus.


Que os frutos deste retiro permaneçam vivos no coração de todos, conduzindo a uma vida mais dedicada, vigilante e firmada no Evangelho.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Entre a Terra e o Céu: férias de fevereiro de 2026 no Mosteiro Terra Santa


Entre a Terra e o Céu: férias de fevereiro no Mosteiro Terra Santa

Ji-Paraná (RO), fevereiro de 2026
As férias de fevereiro de 2026, vividas no Mosteiro Terra Santa, em Ji-Paraná (RO), não foram um tempo de interrupção da vocação, mas de aprofundamento dela. Para nós, Edson e Marisa, esse período revelou, de forma concreta e silenciosa, a verdade antiga e sempre nova da espiritualidade cristã: orar e trabalhar são um só movimento quando tudo é oferecido a Deus.




O dia começava cedo, sob o céu ainda suave da Amazônia. Antes que o calor se impusesse, as mãos já tocavam a terra. Plantar, limpar os jardins, cuidar do que cresce — cada muda colocada no chão era também uma oração sem palavras. A terra revolvida lembrava o coração humano: precisa ser cuidada, limpa, regada, para que a vida floresça. Não há espiritualidade autêntica que despreze o chão; foi do pó que Deus nos formou e é na terra que aprendemos a humildade.


Entre uma atividade e outra, o ritmo do mosteiro era marcado pela oração comunitária, pela escuta do Evangelho do Dia e pela Eucaristia diária, centro silencioso e firme de toda a jornada. A Palavra proclamada iluminava o trabalho, e o trabalho devolvia à Palavra sua densidade concreta. O que se ouvia no Evangelho pela manhã ganhava corpo no esforço da tarde, no suor, no cansaço aceito com gratidão.


Marisa, com sua sensibilidade atenta e espírito de serviço, esteve presente em cada detalhe: no cuidado com os espaços, na organização, no zelo com o que parece pequeno, mas sustenta a vida comum. Seu trabalho discreto lembrava o testemunho de tantos servos e servas do Evangelho que, sem visibilidade, constroem diariamente o Reino de Deus. Há uma liturgia escondida no cuidado, e ela foi celebrada ali, longe dos holofotes, mas muito próxima do coração de Deus.


Entre as tarefas mais exigentes estiveram a colocação dos mourões das cercas e a instalação das telas, trabalho pesado, repetitivo, que exigiu paciência e perseverança. 



Cada mourão fincado no chão parecia afirmar, simbolicamente, que o mosteiro não é apenas um espaço espiritual, mas também um lugar concreto, com limites, proteção e responsabilidade. 



A cerca não separa do mundo por desprezo, mas guarda um espaço de silêncio, oração e acolhimento.



O ponto alto da semana era o culto dominical na Capela, celebrado com sobriedade e reverência. Ali, todo o trabalho da semana encontrava seu sentido. 




O louvor comunitário reunia terra e céu, corpo e espírito, silêncio e Palavra. 
                                                    

Não se tratava de “pausar” o trabalho para cultuar, mas de reconhecer que todo o trabalho já era culto, prolongado agora na assembleia reunida em nome do Senhor.
Esses dias no Mosteiro Terra Santa foram, ao mesmo tempo, um relato simples do cotidiano e uma profunda experiência devocional. Nada de extraordinário aos olhos do mundo: plantar, limpar, construir, pintar, orar. Mas tudo extraordinário aos olhos da fé, porque feito na presença de Deus e para a glória de Deus.
Assim, as férias se tornaram peregrinação interior. O descanso não veio da ausência de tarefas, mas da certeza de estar no lugar certo, vivendo o chamado com inteireza. Entre a terra que se cultiva e o céu que se espera, seguimos aprendendo que o Reino de Deus cresce como semente pequena, lançada no chão, cuidada com fidelidade e confiada à graça do Senhor.
> “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor” (Cl 3,23).
Que este testemunho simples fortaleça a caminhada da OESI, recordando-nos que a vida espiritual não se vive à margem do cotidiano, mas dentro dele, com mãos sujas de terra e coração elevado em oração.