domingo, 5 de janeiro de 2014

Mosteiro Evangélico

Acompanhe o Sonho da Casa de Retiros. Passo a passo.
Assista os videos abaixo:







O Mosteiro Evangélico do Senhor Jesus será um lugar especial voltado para a espiritualidade, liturgia, reflexão, meditação e leitura. Será uma casa evangélica que seguirá os princípios da Reforma Protestante, sem vínculo denominacional. Um espaço cristão de espiritualidade, crescimento e discipulado.
Seu objetivo é ser um abrigo gratuito para pastores/as, líderes cristãos e irmãos e irmãs que desejam ter um momento a sós com o Senhor meditando e refazendo suas forças espirituais através da Palavra de Deus e do Silêncio. Seu espaço existirá para seminários e retiros espirituais. Será uma Casa de Retiro.
Todo o espaço do mosteiro será rico em símbolos que levarão o monge e a monja (como chamaremos os nossos hospedes) a uma contemplação e uma intimidade com Deus, mesmo em poucos dias.
Será um lugar de reconstrução pessoal baseado na Palavra de Deus, na prática da igreja antiga, no testemunho de crentes da Idade Média e nos monges e monjas que viveram no deserto e nos mosteiros.
Será um espaço de deserto, onde o irmão e a irmã poderão passar alguns dias vivenciando um encontro pessoal com Deus. Um espaço liturgicamente preparado para nos conduzir a oração, a contemplação e ao discipulado.
O Mosteiro Evangélico do Senhor JESUS será uma Casa de Retiros.
Se você deseja maiores informações, nos escreve: ordemevangelica@hotmail.com

sábado, 4 de janeiro de 2014

Construção do Mosteiro

 Nos dias 01 a 21 de janeiro de 2014 estivemos trabalhando na Casa de Retiros Terra Santa (Ji-Paraná - RO) Lá será construído o Mosteiro Evangélico. Ainda falta muito, mas já começamos pela fé. Deseja nos auxiliar? entre em contato com a gente: ordemevangelica@hotmail.com / ou edsoncortasio@hotmail.com.


Marisa na Sala de estar da casa de Retiro

Marisa no corredor da Casa de Retiros

Árvore do bosque da Casa de Retiros

Ipê

A parte de trás da casa

Lateral esquerda da casa

Marisa na varanda de Meditação


Edson na varanda da casa


de costas para a entrada da casa

Cozinha

área

Varanda

Varanda

a frente da casa


Local da futura capela da transfiguração

Capela virada para Jerusalém (70° a noroeste)

Altar da capela e Ypê ao fundo

A Espiritualidade da Epifania

Epifania — palavra grega, significa entrada poderosa, chegada solene de um rei ou imperador tomando posse de um território; ou da aparição de uma divindade ou de sua intervenção prodigiosa.
Para nós, cristãos, é a festa da manifestação de Jesus, que veio para todos os povos.
A Epifania é para o Natal, o que Pentecostes é para a Páscoa: seu desenvolvimento e proclamação ao mundo é o desfecho radiante do Natal!
A Epifania é uma festa mais antiga do que o Natal. Celebra-se a manifestação (epifania) de Jesus Cristo como Deus.
Três passagens epifânicas são lembradas neste domingo: A Vinda dos Magos do Oriente (não eram três, nem eram Reis), o Batismo do Senhor e as Bodas de Caná da Galileia.
No Natal Jesus se manifestou aos judeus, na Epifania ele se manifesta aos gentios.
Jesus vem ao mundo para se humilhar. O próprio nascimento, vida e morte do Senhor é uma contradição para a mente humana. Refletindo no paradoxo de Jesus, Santo Agostinho diz: “Vejam! O Criador do ser humano se fez homem para que, Aquele que governa do mundo sideral, se alimentasse de leite; para que o Pão tivesse fome; para a Fonte tivesse sede, a Luz adormecesse, o Caminho se fatigasse na viagem, a Verdade fosse acusada por falsos testemunhos, o Juiz dos vivos e dos mortos fosse julgado por um juiz mortal, a Justiça fosse condenada pelos injustos, a Disciplina fosse açoitada com chicotes, o Cacho de uvas fosse coroado de espinhos, o Alicerce fosse pendurado no madeiro; para que a Virtude se enfraquecesse, a Saúde fosse ferida e morresse a própria Vida” (Sermão 191,1).
Agostinha via o presépio como mistério do Deus que deseja ocupar os nossos corações como Templo: «Jesus jaz no presépio, mas leva as rédeas do governo do mundo; toma o peito, e alimenta aos anjos; está envolto em panos, e veste a nós de imortalidade; está mamando, e o adoram; não encontrando lugar na pousada, fabrica seus templos nos corações dos crentes. Para que se fortalecesse a debilidade, se debilitasse a fortaleza... Assim, acendemos nossa caridade para que alcancemos a sua eternidade». (Sermão 190,4).
O Natal e a Páscoa não são epifanias para o mundo. O mundo não consegue amar e seguir um Deus encarnado e crucificado. Mas para nós a vida de Cristo é total epifania do seu poder. Santo Agostinho diz: «A humildade é ela mesma que se lança ao rosto dos pagãos. Por isso nos insultam e dizem: Que Deus é esse que adorais? Um Deus que nasceu? Que Deus adorais? Um Deus que foi crucificado? A humildade de Cristo desagrada aos soberbos; mas se a ti, cristão, agrada, imita-a; se a imitas, não trabalharás, porque Ele disse: Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados». (Narrações. 93,15).
A Epifania manifesta este mistério de Deus aos magos e ao mundo pagão. Agostinho diz: «Jazia no presépio, e atraia aos Magos do Oriente; se ocultava em um estábulo, e era dado a conhecer no céu, para que por meio dele fosse manifestado no estábulo, e assim este dia se chamasse Epifania, que quer dizer manifestação; com o que recomenda sua grandeza e sua humildade, para que quem era indicado com claros sinais no céu aberto, fosse buscado e encontrado na “angustura” do estábulo, e o impotente de membros infantis, envolto em panos infantis, fosse adorado pelos Magos, temido pelos maus» (Sermão 220,1).
A Epifania retoma o Natal de Jesus celebrando a sua humanidade manifestada a todos os povos. Traz consigo a mística de que a salvação destina-se a todos: “Levanta-te e brilha, Jerusalém, olha o horizonte e vê. Sobre todas as nações brilha a glória do Senhor” (Is 60,1).

Manifestemos hoje o Redentor de todos os povos e façamos deste dia a festa de todas as nações. Epifania é a festa da chegada da Salvação de Deus para todos os povos. A mensagem da Epifania é: Quem crer e for batizado será Salvo, não importando sua nacionalidade, raça ou cultura. É o deus missionário transcultural vindo ao nosso encontro.

sábado, 28 de dezembro de 2013

A Sagrada Família


A Fuga para o Egito
Mateus 2.13-15, 19-23

            Hoje o Evangelho fala da última cena da natividade: A fuga para o Egito.
            Na liturgia, o primeiro domingo depois do Natal é chamado de Domingo da Sagrada Família.
            Iremos aprender com este Evangelho a buscar em Deus o propósito para a nossa família, ter a direção divina e dar passos de obediência. A família de Jesus teve estas três características. 

I. Família escolhida por Deus
            Tudo na vida de José e Maria foi segundo as Escrituras. Esta família foi escolhida pela providência divina para que se cumprisse todas as profecias e esperanças do Antigo Testamento.
            Isaías, 700 a.C, falou da esperança no Emanuel (Deus conosco) que nasceria de uma virgem – Is 7.14.
            Miquéias, 758 a.C. profetizou que Ele nasceria em Belém e que sua origem seria eterna – Mq 5.2.
            Naum, 698 a.C. falou que o Messias já estava com seus pés sobre os montes e que viria pregar as boas-novas  – Na 1.15.
            Malaquias, 400 a.C. falou que Jesus nasceria para ser o Sol da Justiça –Ml 4.2.
            Todas estas profecias foram cumpridas em Jesus e sua família pode participar desta bênção tão esperada pela humanidade.
            Mateus 2.23 diz que a família de Jesus "foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno".
            Nazaré provém da palavra básica nctzer (renovo). E muitos profetas falaram do Messias como sendo o “Renovo” (Is 11:1; Jr 23:5; 33:15; Zc 3:8; 6:12). Jesus é o nosso Renovo.
            A cidade de Nazaré, onde Jesus viveu, era um lugar desprezado, “fora dos bons caminhos”. Isso ficou evidente na resposta de Natanael: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1:46). Considerando isso, “Nazareno” era um termo de desprezo apropriado ao Messias, a respeito de quem os profetas haviam predito que seria "desprezado e o mais rejeitado entre os homens" (Is 53:3; cf. SI 22:6; Dn 9:26; Zc 12:10).
            Por estes dois motivos Mateus diz que os profetas (o Antigo Testamento) testemunham que Jesus seria chamado Nazareno: "Renovo" ou "Desprezado".
            José e Maria foram escolhidos para uma missão muito especial.
            Precisamos buscar o discernimento de Deus pra que possamos viver centro de sua vontade. Para cada pessoa Deus tem um propósito específico.
            A nossa felicidade consiste em conseguir viver a Vontade de Deus.
            Você tem conseguido viver a vontade de Deus?

II. Família dirigida por Deus
            Uma fez que Maria e José eram escolhidos por Deus, tiveram a direção espiritual e o discernimento para os momentos difíceis. Sabendo que Herodes iria matar as crianças de Belém o anjo aparece em sonhos e diz a José: (13) "Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar".
            Com esta direção José e Maria fogem para o Egito com o menino Jesus.
            Depois de algum tempo (uns dois anos) o anjo direciona José e Maria dizendo em sonhos para José: (20) "Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino".
            O v.22 diz que "por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia".
            Assim como o anjo dirigiu a família de Jesus, nossa família necessita da direção de Deus (Pv 16.9).
            Somente com a graça do discernimento podemos alcançar uma vida plenamente feliz.
            Todos da sua casa buscam discernimento em Deus?

III. Família Obediente a Deus
            A família de Jesus foi escolhida e recebia a direção divina. Mas ainda assim necessitava ser obediente ao projeto de Deus.
            Não adianta ser escolhido e ter revelação se não associamos a revelação de Deus com a obediência.
            O anjo manda José fugir para o Egito. O que ele fez? (14) "Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito".
            O anjo manda José retornar para Israel. Qual foi sua atitude? (21) "Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel".
            Tanto José quanto Maria são exemplos de obediência a vontade divina.
            Somente com a obediência alcançamos a excelência espiritual. A obediência nos leva onde a fé nunca conseguirá nos levar. A obediência é o primeiro fruto da fé. Sem obediência a fé se torna estéril.
            Nossa alma precisa ser purificada pelo Espírito na obediência a verdade (I Pe 1.22).
            Você já viveu em desobediência e sofreu por causa disso?

Conclusão:
            A família de Jesus é conhecida como Sagrada Família.
            Foi uma família especial por que Deus escolheu e dirigiu. Mas a grande virtude desta família está na obediência a verdade.
            Eles conseguiram viver a vontade de Deus em todas as áreas. A nossa felicidade consiste em viver plenamente a vontade de Deus. Este deve ser o nosso alvo espiritual.
            José e Maria tiveram a direção de Deus. Nossa família necessita da direção espiritual. Somente com a graça do discernimento podemos alcançar uma vida plenamente feliz.
            Tanto José quanto Maria são exemplos de obediência a vontade divina. Somente com a obediência alcançamos a excelência espiritual.
            Que possamos aprender com esta família e trilhar no caminho da obediência e da oração.
           

Oração Final
Ó Deus, nosso Pai, deste-nos um modelo de vida na sagrada Família de Nazaré: concede que imitemos as suas virtudes em nossas famílias vivendo agora no espírito da caridade, para que, reunidos depois na tua casa, ali gozemos as alegrias eternas. Mediante nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal do Senhor

Natal do Senhor
Jesus Nasceu!
Lucas 2.1-14
            O Natal é um retorno a Belém. No Natal ouvimos as vozes dos anjos falando das boas novas de grande alegria que será para todos os povos. O Natal seguimos a Estrela até Belém. No Natal voltamos a ver Jesus em sua simplicidade nascendo de Maria e sendo colocado em uma manjedoura. Natal é a concretização da esperança dos profetas. É o início da nossa redenção.
            O Evangelho de Lucas nos leva a Belém e permite que meditemos na obra salvadora do Senhor Jesus.

I. Indo a Belém
            Não estava nos projetos de José e Maria deixar Nazaré e ir a Belém. Foi um compromisso imposto pelo governo num momento muito difícil, pois Maria estava grávida de Jesus. 
            Foi uma decisão de César Augusto (1) "convocando toda a população do império para recensear-se". O problema é que (3) "todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade". Por isso José (4) "subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi".
            Não foi uma decisão de Deus. Foi uma decisão do homem visando interesses humanos e injustos. Mas Deus usou esta situação difícil e angustiante para realizar sua santa vontade. As profecias diziam que Jesus deveria nascer em Belém (Mq 5.2).
            Talvez neste final do ano você esteja avaliando sua vida assim: "Tudo deu errado e a vontade do homem prevaleceu sobre a vontade de Deus!" Mas se você confiar no Senhor e descansar, Ele, um dia, ou mesmo na eternidade, te mostrará que tudo na vida tem um propósito para aqueles que amam o Senhor e que são chamados segundo sua vontade (Rm 8.28).
            Natal significa que a Vontade de Deus prevaleceu.
            Você tem descansado no Senhor ou tem vivido muito preocupado?

II. O Nascimento do Senhor
            Quando José e Maria chegam em Belém Jesus nasce. Maria deu a luz a seu filho primogênito (primogênito significa primeiro, pois ela teve outros filhos com José. Leia  Mateus 12:46, 13:55, 56, Lucas 8:19, Marcos 3:31, João 7:1-10 e   Atos 1:14).
            Maria (7) "enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria".
            Ele foi deitado numa manjedoura (coxo para os animais se alimentar), pois não havia lugar para Ele na hospedaria.
            Em Lv 25.35 e Ex 22.21, o Senhor ordena o cuidado e a fraternidade com o peregrino e estrangeiro. Mas o povo não cumpria a lei e Jesus teve que nascer num quarto de uma casa pobre onde os animais eram guardados, ou numa gruta onde os animais dormiam a noite.
            Hoje Jesus deseja nascer no coração das pessoas. O natal do mundo tem lugar para muitos pecados e tradições, mas poucos se preocupam em adorar o Senhor e aceitá-lo como Senhor e Salvador.
            Quando Jesus nasceu em seu coração?

III. O Anúncio aos Pastores
            Jesus nasceu. As profecias foram cumpridas. A esperança dos profetas foram concretizadas. Ele nasceu para salvar homens e mulheres.
            Mas este santo anuncio foi feito aos pobres e rejeitados pastores de Belém. Deus prioriza o pobre e excluído na noite de Natal.
            O texto diz que (8) "Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite".
            Foi neste cenário que a (9) "a glória do Senhor brilhou".
            Como ficaram possuídos de medo o anjo lhe disse: (10) "Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: (11)   é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor".
            A boa notícia era de alegria e para todo o povo sem excluir pobres e ricos.
            O anjo usa três palavras para falar de Jesus como boas-novas (boas notícias): Ele é Salvador, é o Cristo e é o Senhor.
            O Sinal foi a criança deitada numa manjedoura. Muitas crianças nasceram naquela noite, mas apenas uma foi colocada em uma manjedoura.
            Mas porque uma manjedoura?
            Porque era um elemento de identificação com os pastores (12). Os pastores tinham manjedouras nos campos também. Deus usa um simples objeto para identificar ao mundo a vontade de salvar e incluir os rejeitados.
            Os pastores talvez se perguntaram: Porque nós fomos escolhidos para receber esta maravilhosa notícia?
            Uma multidão da milícia celestial, com o anjo mensageiro, dão a resposta aos pastores louvando a Deus e dizendo (14): "Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem".
            A paz é entre os homens a quem Deus quer bem. Ou seja, os pastores que eram rejeitados pelos homens, foram escolhidos por Deus (Mt 22.14).
            Tivemos a graça de receber o Evangelho e crer naquele que o Senhor enviou.
            O Natal é mais um sinal de Deus que nossa salvação é a prioridade.
            Você se sente amado por Deus?

Conclusão:
            Hoje o Evangelho de Natal nos ensinou muitas coisas maravilhosas. Assim como José e Maria, precisamos confiar e descansar no Senhor. A sua vontade sempre irá prevalecer. Belém não foi uma circunstância provocada pelo homem, mas uma santa providência de Deus para cumprir sua Palavra.
            Precisamos deixar Jesus nascer em nossa vida. Nossa Natal não pode ser cercado apenas de tradições e luzes. Precisa ser um lugar de adoração ao Senhor Jesus.
            Deus nos ajudou e nos salvou. Hoje temos a paz de Deus. Podemos cantar com os anjos: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens a quem ele quer bem!".
             Realmente tivemos a graça de receber o Evangelho e crer no Senhor que nasceu no Natal.
            Isso é sem dúvida um Feliz Natal!
           

Oração Final
Deus Onipotente, que nos deste teu unigênito Filho para que tomasse sobre si a nossa natureza, e nascesse neste tempo de uma Virgem; concede que nós, renascidos e feitos teus filhos por adoção e graça, sejamos de dia em dia renovados por teu Santo Espírito; mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

4º Domingo do Advento
O Emanuel
Mateus 1.18-25

            Mateus deseja contar o que realmente ocorreu no nascimento de Jesus. Suas informações são preciosas. Escreve para mostrar que tudo na vida de Jesus foi segundo as Escrituras Sagradas. Nada em sua existência foi sem propósito.
            Mateus fala do nascimento de Jesus revelando a atitude de obediência de José, o homem escolhido por Deus para acolher e educar o Senhor Jesus.
            José auxiliou o Emanuel a se adaptar ao mundo e realizar o que Deus tinha para Ele.
            Este Evangelho nos ensina que o Natal é a manifestação de Deus ao mundo para salvar os homens e mulheres do pecado e revela que a vontade de Deus exige obediência da parte do homem.

I. A Virgem grávida pelo Espírito Santo
             Maria é escolhida por Deus. Mateus inicia a história do nascimento de Jesus com o milagre ocorrido na vida de sua mãe: (18) "estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo".
            A palavra "desposado" assinalava um documento muito parecido com o casamento. Era um compromisso matrimonial completo, mas sem relação sexual. Não era um noivado, era um compromisso muito maior e documentado em cerimônia religiosa e civil. Após a cerimônia o noivo tinha a tarefa de preparar casa e a festa e vir buscar a esposa em definitivo. Mesmo não tendo relações sexuais, a mulher já era considerada esposa.
            Foi neste momento que Maria achou-se grávida do Espírito Santo. Lucas detalha este acontecimento milagroso (Lucas 1.26-38).
            Deus escolheu Maria e José. Foram separados para um propósito especial e específico. Além de serem escolhidos, foram fiéis ao projeto de Deus.
            Natal fala da soberania divina e da resposta humana. Assim como José e Maria, precisamos ser obedientes ao projeto de Deus, mesmo que esta atitude signifique prejuízos aos nossos projetos humanos. 
            Você já abriu mão de algo precioso pelo projeto de Deus em sua vida?

II. Atitude de José
            Uma mulher grávida antes do casamento era um grande pecado. Ainda mas se ela estivesse comprometida a um homem e ficasse grávida de outro. Este pecado chama-se adultério.
            Em Levítico 20.10 está escrito: "Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera". 
            José tinha o direito de levar sua esposa as autoridades competentes para ser julgada e morta. Era para ele desonroso receber como esposa uma mulher grávida de outro homem.
            Provavelmente Maria falou da visita do anjo, mas José não sabia de nada. Como acreditar numa história dessas?
            José teve três opções: a) Receber Maria como esposa e ignorar o caso do adultério; b) Denunciar Maria às autoridade para que fosse julgada e morta; c) ou deixá-la secretamente poupando sua vida e receber a culpa de ter engravidado sua esposa e fugido.
            José escolhe a última opção: (19) "Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente".
            José foi justo. Não tinha condições para entender o milagre relatado por Maria, mas também não desejou ser o juiz do caso. Era justo e preferiu levar a culpa e deixar tudo nas mãos de Deus.
            A melhor decisão é deixar tudo nas mãos do Senhor. Nem sempre fazer justiça com as próprias mãos ou abrir uma situação de contenda é o melhor caminho. Sempre a melhor opção é ser justo e buscar a justiça divina. José acertou em sua decisão.
            Você tem dificuldade de deixar uma situação nas mãos de Deus?

III. A Intervenção de Deus
            José iria tomar uma atitude baseada em sua justiça. Não queria infamar Maria: (20) "Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. (21)   Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles".
            Um anjo de Deus foi guiar José. Ele não precisava temer receber Maria como esposa. Realmente ela estava grávida do Espírito Santo.
            José deveria colocar na criança o nome de Jesus. Este nome significa "Salvação de Deus". Fala da missão do menino: "porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles".
            A gravidez de Maria não seria um prejuízo ou uma desonra para José. Seria um presente de Deus.
            A profecia de Isaías 7.14 estaria se cumprindo em suas vidas: (23) "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)".
            Existem momentos que necessitamos da intervenção de Deus para reconhecer o caminho certo.
            Deus interviu na vida de José e isso possibilitou discernimento. Sem a revelação de Deus, tendemos a errar o caminho.
            Você já tomou decisão erradas por não esperar o discernimento de Deus?

Conclusão:
            José é obediente. (24) " Despertado do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. (25)  Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus".
            José recebe Maria e respeita sua virgindade e gravidez santa sem ter relações sexuais. Enquanto Maria estava grávida, José não a conheceu. Somente depois como diz o Evangelho. 
            Deus ministra muitas revelações, mas exige nossa obediência.
            A vontade de Deus só será possível se aceitarmos em obediência o que Ele deseja para nós.
            O Natal fala do amor de Deus, da coragem de Maria e da obediência de José.
            Precisamos, neste Natal, aceitar o amor de Deus, corajosamente nos entregar aos seus planos e propósitos e obedecer o rumo que Ele deseja para a nossa vida.
            A maior alegria do Natal é estar no centro da vontade de Deus.

Oração final: Ó Deus Onipotente, purifica a nossa consciência com tua visitação diária, para que o teu Filho Jesus Cristo, na sua vinda em glória, encontre em nós a morada preparada para Si; o qual vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.