domingo, 15 de dezembro de 2013

3º Domingo do Advento

3º Domingo do Advento
Alegria: Jesus é o Messias
Mateus 11.2-11
 

            O terceiro Domingo do Advento é chamado de “Domenica Gaudete”, (domingo da alegria) porque a primeira palavra da antífona diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez vos digo, alegrai-vos” (Fp 4.4).
            Alegrai-vos porque Jesus é o Messias prometido.
            Todo o Antigo Testamento aponta para o Messias que iria nascer. Este Messias traria paz, justiça e santidade. Seria o grande profeta, maior do que Moisés (Dt 18.18). Seria o grande Sacerdote,  maior do que Samuel (Hb 4.14). Seria o grande Rei, maior do que Davi (Is 9.7). Reinaria com justiça e seu reinado não teria fim.
            Os profetas do Antigo Testamento falam deste tempo quando o Messias chegaria (Is 35.1-10). Esta é a esperança de todos os profetas, inclusive de João Batista.
            O Natal é esta grande data que celebra a chegada do Messias de Israel. Esta é  a boa  nova para todos os povos (Lc 2.10). Jesus verdadeiramente é o Messias.
            No Cântico de Maria (magnificat) estão as obras que o Messias iria realizar (Lc 1.46-55).
            Ele veio para implantar um reino de amor, justiça e paz na vida de todos os que o aceitam como Senhor e Salvador. 
            O Evangelho de hoje fala da dúvida de João Batista e de sua alegria em confirmar que Jesus realmente é o Messias prometido.
           
I. A dúvida de João
            João se alegrou quando viu Jesus pela primeira vez. Ele viu o Messias. O Cordeiro de Deus que tiraria o pecado do mundo (Jo 1.29).
            Deus havia revelado para João que Jesus era o Messias. Esta confirmação ocorreu no Batismo de Jesus. O Pai fala que ele é o seu Filho amado em quem se compraz. O Espírito Santo vem sobre Jesus em forma corpórea de pomba (Mt 3.16-17). Foram sinais que manifestaram (epifania) que Jesus de fato era o Messias. 
            Mas tarde João é preso por Herodes e na prisão entra em dúvida e manda seus discípulos perguntar a Jesus (3): "És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?"
            Por que João Batista teve dúvidas?
            Após batizar o Senhor Jesus, ele foi preso. Não teve mais contato com o Senhor. Seus discípulos foram dispersos e alguns seguiram Jesus.
            Provavelmente alguns discípulos trouxeram dúvidas e questionamentos a João sobre o ministério de Jesus.
            Como Messias, Jesus ainda não estava "com a sua pá na mão para limpar a sua eira separando o trigo e queimando a palha" (Mt 3.12), ou seja, ainda não estava exercendo o julgamento sobre os pecadores como João havia profetizado.
            A dúvida de João é um grande sinal que podemos também caminhar na dúvida e na incredulidade.
            Precisamos vigiar para receber Jesus como Senhor e Salvador e não deixar que a dúvida encontre lugar em nosso coração (Tg 1.6).
            Você já teve dúvidas com relação a sua fé em Jesus Cristo? Quem te auxiliou neste momento difícil?

II. Jesus é o Messias
            A resposta de Jesus deixa claro que, antes do juízo, o ministério do Messias seria de pregar a graça para a Salvação.
            Antes de estabelecer o dia da vingança do Senhor, ele precisaria libertar os cativos conforme Is 61.1,2.
            Jesus responde (4, 5): "Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho".
            Jesus realmente é o Messias. Foi uma palavra de consolo para João que iria morrer naqueles dias. Morreria na alegria de ter esta confirmação: Deus visitou, em Jesus, o seu povo (Lc 1.68).
            Para os discípulos o Senhor deixa uma advertência (6): "bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço"
            Jesus é o Messias. Veio realizar os sinais de Deus em nossa vida. Hoje Ele transforma corações e é o nosso Senhor e Salvador.
            Os sinais de seu messianismo estão na ação transformadora que opera na vida de todo aquele que crê.
            O que Jesus fez em sua vida?

III. João, o Profeta do Messias
            Jesus não vê a dúvida de João como falta de fé ou de caráter. João estava apenas necessitando de mais uma confirmação. 
            Com esta pergunta João poderia ser difamado, mas Jesus usa da oportunidade para elogiar o seu ministério.
            As pessoas não saíram  para ver em João um homem qualquer, mas um profeta. Jesus diz (9): "Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta".
            João era muito mais do que um profeta porque conseguiu ver o que todos os profetas desejariam ver.
            Sua missão foi estar preparando o caminho do Messias. O Senhor Jesus diz (10): "Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti".
            João é considerado pelo Senhor Jesus a maior pessoa nascida de mulher (11): "  Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista".
            João foi fiel e servo. Viveu unicamente para receber o Messias e preparar seu caminho. Depois do seu ministério cumprido foi morto por Herodes. Havia terminado seu santo ofício de ser o precursor.
            João foi grande, mas Jesus diz (11): "o menor no reino dos céus é maior do que ele".
            Reino do céu significa a nova dispensação da graça. João ainda vivia na dispensação da Lei. Jesus inaugurou  uma nova dispensação onde somos salvos e santificados pela graça. 
Quem está na graça é maior do que João Batista que foi o último dos profetas da antiga aliança.
            Esta é a alegria do Natal. Jesus nasceu para ser a nossa eterna aliança.
            A graça de Deus precisa ser anunciada a todos.
             Você tem sido um mensageiro da graça de Deus? Quantas vidas você levou para Jesus este ano?

Conclusão:
            O terceiro domingo do Advento é o domingo da Alegria (gaudete). Jesus é o Messias. O Natal está chegando para celebrarmos o nascimento do Messias de Israel.
            Hoje aprendemos que a qualquer momento, se não vigiarmos, a dúvida pode entrar em nosso coração, assim como entrou na vida de João.
            Também aprendemos que Jesus é o Messias. Veio realizar os sinais de Deus em nossa vida. Hoje Ele transforma corações e é o nosso Senhor e Salvador. Ele continua realizando seus sinais na vida daquele que crê.
            Aprendemos ainda que a nossa grande alegria é viver na graça do Senhor. O  menor  no reino dos céus é maior do que João, pois vive o grande projeto de Deus que é a graça do Senhor em nosso espírito humano. Pela graça somos santos e santas do Senhor e temos a vida eterna. Esta é a nova aliança no Sangue do Senhor.
            O Natal se aproxima e estamos preparados para celebrar o nascimento do Senhor Jesus: O Messias, nossa eterna alegria.


Oração final: Senhor Jesus Cristo que, na tua primeira vinda, enviaste o precursor para preparar o teu caminho, concede à tua Igreja a graça e o poder para converter muitos ao caminho da justiça, a fim de que, na tua segunda vinda em glória, encontres um povo agradável aos teus olhos, ó Tu, que vives e reinas com o Pai e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

2º Domingo do Advento
Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus.
Mateus 3.1-12

Introdução:
            O primeiro domingo do Advento falou sobre a Vigilância. Neste segundo domingo é tema é o Arrependimento.
            Diante da mensagem da necessidade de vigilância, nos arrependemos de nossos pecados esperando o retorno do Senhor para buscar a sua igreja.
            O Advento nos prepara também para o Natal. O Natal não é festa de família, é a celebração do nascimento do Senhor Jesus. Este tempo do Advento nos prepara para que possamos celebrar devidamente esta data que está relacionada a nossa salvação.
            Hoje o Evangelho nos levará ao deserto e ouviremos a pregação de João Batista nos preparando para o encontro com o Senhor.

I. A Vida de João Batista
            Em Lucas (1.5-25, 61-66) vemos que o nascimento de João Batista foi um milagre na vida de Zacarias e Isabel. Ele nasceu para um propósito específico.
            O anjo do Senhor diz: (14) "haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. (15)   Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno. (16)   E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. (17)   E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado".
            A vida de João Batista foi profetizada por Isaías 40.3. Ele veio exclusivamente preparar as vidas para o encontro com o Senhor Jesus.
            Foi um "monge" do deserto dedicado a oração. Ele (4) "usava vestes de pelos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação era gafanhotos e mel silvestre".
            João nasceu com um propósito. Quando aceitamos Jesus como Senhor e Salvador, encontramos o propósito de Deus para a nossa vida: Testemunhar a Graça de Deus e amar o próximo.
            Você tem sido uma voz de Deus?

II. O Ministério de João Batista
            Quando João Batista nasceu, seu pai Zacarias canta (Lucas 1.67-80 - Benedictus) e profetiza sobre o menino: (76) "Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, (77)   para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados".
            João veio preparar as pessoas para o encontro com Cristo. Sua mensagem era de arrependimento e retorno para Deus: (2) "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus".
            As pessoas eram atraídas ao deserto para ouvir João, (6) "e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados".
            Na pregação, João anunciava a necessidade de conversão, inclusive para os religiosos. Para os fariseus e saduceus João dizia (7): "Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? (8)   Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento".
            João deixava claro que não era suficiente pertencer ao povo de Deus. A segurança estava na verdadeira conversão. Ele denuncia esta falsa segurança dizendo: (9) "não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão".
            Jesus viria e sua ação seria rápida no estabelecimento da justiça: (10) "Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo".
            Nossa tradição religiosa é boa, mas o que nos salvará é a verdadeira conversão, fruto do arrependimento.
            Você é uma pessoa convertida verdadeiramente?

III. A Profecia a respeito da Vinda de Cristo
            João Batista veio falar da luz de Deus que é Jesus Cristo. No Cântico de Zacarias (Lucas 1.78,79) fala da Graça de Deus que "nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz".
            Este sol nascente que alumia os que jazem nas trevas é o Senhor Jesus.
            João tinha certeza disso ao ponto de declarar (11): "Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar".
            Jesus é Deus e como Deus nos batizaria com o "Espírito Santo e com fogo" (12).
            João profetiza que Jesus traria luz sobre as trevas e transformaria o ser humano. Mas também seria o juiz para separar a palha do trigo (12): "A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível".

Jesus é o Salvador, o Sol nascente das alturas, mas também virá como juiz e julgará todas as coisas. Precisamos aproveitar o período da graça e viver integralmente a vontade de Deus. Nossa tarefa é viver como trigo. A palha um dia será queimada.
            Qual a diferença entre um crente trigo e um crente palha?

Conclusão:
            O Evangelho de hoje nos ensinou que João nasceu com um propósito. Quando aceitamos Jesus como Senhor e Salvador, encontramos o propósito de Deus para a nossa vida. Também aprendemos que a nossa tradição religiosa é boa, mas o que nos salvará é a verdadeira conversão, fruto legítimo do arrependimento.  O arrependimento nos prepara para encontrar com o Senhor Jesus. Jesus é o Salvador, o Sol nascente das alturas, mas também virá como juiz e julgará todas as coisas. Fomos desafiados a viver como trigo frutificando na vida das pessoas e preparando o Natal nos corações.

Oração final:
            Deus Misericordioso, que enviaste teus mensageiros, os profetas, para pregar o arrependimento e preparar o caminho da nossa salvação; concede-nos a graça, para ouvirmos suas advertências e para abandonarmos os nossos pecados, a fim de saudarmos com alegria a vinda de Jesus Cristo, nosso Redentor, o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém
1º Domingo do Advento
Ficai atentos e preparados!
Mateus 24.37-44

 
Introdução:
            A palavra Advento (do latim adventus) significa vinda, chegada, início.
            O Advento é um tempo de preparação para o Natal.
            Vivemos o Advento olhando para o Cristo que veio; para o Cristo que virá e para o Cristo que vem todos os dias ao nosso encontro.
            São quatro domingos antes do Natal. É uma caminhada de oração e esperança.
            No primeiro domingo examinamos as palavras do Senhor sobre a necessidade de vigilância.
            Precisamos vigiar para não sermos surpreendidos com a volta do Senhor.
            A vinda do Senhor causará um terrível susto para as pessoas despreparadas.

I. Os dias de Noé.
            O Senhor Jesus usa o exemplo dos dias de Noé para falar de sua vinda para buscar a Igreja e estabelecer novo céu e nova terra: (37) “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem”.
            Nos dias de Noé ninguém esperava um dilúvio. Eles (38) “comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento”.
            Noé entra na Arca com sua família, e as pessoas (39) “não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos”.
            Sabemos que na época de Noé o dilúvio foi provocado pelo pecado e o crescimento da maldade (Gn 6.5-13), mas Jesus não menciona isso.
            Ele fala da vida despreocupada com as coisas de Deus. As pessoas viviam com tanto entretenimento que não observaram a família de Noé entrando a arca.
            Jesus diz: (39) “...assim será também a vinda do Filho do Homem”.
            Será algo tão repentino que as pessoas não irão perceber. O Senhor diz: (40) “Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; (41) duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra”.
            Hoje vivemos como na época de Noé. O mundo está cada vez mais secularizado. As pessoas tem tempo para tudo e nunca para o Senhor. Hoje o Senhor precisa de discípulos e discípulas que vivam como Noé, preparando a Volta do Senhor anunciando o seu Evangelho (Mt 24.14).
            Como está o mundo hoje?

II. Vigilância.
            O Senhor ordena a igreja a vigiar: (42) “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”.
            Muitas pessoas vivem fazendo cálculos para tentar descobrir quando o Senhor voltará. Sabemos que isso é proibido pela palavra de Deus. Não nos pertence “saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder
(At 1.6-8).
            Nossa tarefa é única: viver em vigilância.
            Vigiar é viver em santidade, obediência, trabalho na obra do Senhor e abstinência do pecado.
            Vigiar é semear a justiça do Senhor. É viver em diário arrependimento. Todos os dias, precisamos em oração, perguntar: “Senhor! Onde tenho falhado como servo?”
            Como tem sido sua vida de oração?

III. Vinda como Ladrão
            O ladrão vem quando a pessoa não está esperando. Por isso o Senhor Jesus diz: (43) “considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa”. (I Ts 5.2).
            O Cristão tem que viver acautelado e prevenido. Jesus diz: (24) “...ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá”.
            “A hora em que não cuidais”. Muitos cristãos vivem desapercebidos. Parece que o mundo só acabará com sua morte. Muitos pensam inclusive que a morte irá demorar a chegar.
            Precisamos estar prevenidos na Espera do Senhor. A qualquer momento virá buscar a sua igreja, ou a qualquer momento poderá nos recolher através da morte.
            Por isso devemos viver valorizando o que Deus valoriza: o amor, a misericórdia, o carinho, a solidariedade e a justiça.
            Devemos viver cada dia admirados como se fosse o primeiro e prevenidos como se fosse o último, cumprindo a tarefa de fazer discípulos e discípulas para o Senhor Jesus.
            Você tem valorizado cada segundo de sua vida? Como?

Conclusão:
            Precisamos sempre viver preparados para o segundo Advento do Senhor. A melhor forma de celebrar o Natal é olha-lo como o cumprimento das profecias. Assim como Deus cumpriu todas as profecias sobre o primeiro Advento do Senhor, assim também cumprirá fielmente as profecias sobre o segundo Advento. Nossa tarefa é viver a justiça do Senhor e semear o Evangelho ganhando almas e semeando a paz.

Oração final:
            Deus Onipotente, dá-nos a graça de rejeitar as obras das trevas e vestir-nos das armas da luz, durante esta vida mortal, em que teu Filho Jesus Cristo, com grande humildade, veio visitar-nos; a fim de que, no último dia, quando ele vier em sua gloriosa majestade, para julgar os vivos e os mortos, ressuscitemos para a vida imortal, mediante Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, agora e sempre. Amém.




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Evangelho Dominical Comentado
Domingo - dia 24 de novembro de 2013
Jesus, Rei dos reis
Lucas 23.35-43

Introdução:
            Jesus nasceu para reinar. O seu reino passou necessariamente pelo sofrimento da cruz. Ali o Jesus foi humilhado, escarnecido, condenado, mas continuou sendo o Rei Salvador de todos os que o buscam com Senhor.
            Mediante a cruz de Cristo e sua ressurreição, Jesus passou a reinar nos corações e voltará para buscar a igreja e concretizar seu reino sobre o mundo implantando um novo céu e uma nova terra.

I. Rei humilhado
            Jesus veio para reinar. O Reino de Jesus passou pela cruz e pela coroa de espinhos. Implantou o Reino de Deus com seu sacrifício.
            Enquanto o povo (35) que "estava ali e a tudo observava", as "autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido".
            As autoridades religiosas aproveitaram o sofrimento de Cristo para humilhá-lo. Se Jesus fosse de fato o Cristo de Deus, o escolhido, então deveria salvar a si mesmo. Esta era conclusão dos religiosos.
            Jesus não veio para se salvar. Veio dar sua vida em resgate por muitos (Mt 20.28). No Rei humilhado na cruz temos a redenção.

II. Rei escarnecido
            Os soldados romanos também aproveitaram para escarnecer de Cristo (36). Trazendo vinagre para colocar em sua boca diziam: (37) "Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo".
            Os gentios não entenderam que Jesus veio para morrer.
            Era necessário sua morte na cruz. Se o grão na terra não morrer, ele não brota (Jo 12.24).
            Os soldados não conseguiram ver um Rei pendurado na cruz. Apostaram que aquele seria o fim de Jesus.
            A falta de entendimento e revelação prejudica nosso juízo sobre os acontecimentos.

III. Rei condenado
            O Império Romano condenou Jesus. Depois de um julgamento injusto Jesus é condenado. Pilatos manda colocar (38) uma epígrafe em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS".
            Jesus veio como o rei messias. Rei prometido e esperado pelo povo de Israel. O Rei salvador. Como o povo rejeitou seu reinado, o Império Romano o condena como "Rei dos Judeus". Foi condenado por ter nascido rei.
            Mas as pessoas não sabiam que o caminho do reinado de Cristo passaria pela Cruz. Ali não estava apenas o Rei dos judeus. Ali está o Rei do Universo. O Rei dos reis. O reinado do Senhor não tem fim (Lc 1.33).

IV. Rei salvador
            Jesus foi crucificado com dois malfeitores, provavelmente pessoas envolvidas com revoluções para expulsar os romanos da Palestina. Alguns estudiosos acreditam que pertenciam ao grupo de Barrabás.
            Um blasfemava como todo o povo (39): "Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também".
            O outro repreendia o companheiro (40):  "Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? (41)   Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez".
            Este homem não somente reconhece a inocência de Jesus, mas tem a revelação de Deus de que Jesus era de fato o Rei Salvador e que o seu reino não pertencia a este mundo.
            Na fé ele pede ao Senhor: (42) "Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino".
            Ele teve a certeza do Espírito Santo de que Jesus estaria entrando em seu reino como verdadeiro Rei.
            O Senhor Jesus responde (43): "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso".
            Jesus é o Rei salvador para todo aquele que permite o reinado sobre suas vidas (Ap 19.6).

Conclusão:
            Jesus é o Rei do Universo. Ele é o Rei dos Reis. Seu reinado é eterno e absoluto. Ele reina e reinará para sempre. Um dia voltará e fará novo céu e nova terra. Hoje precisamos entregar todas as áreas da nossa vida para que o Senhor venha reinar. Quando Jesus reina, tudo é transformado pelo seu reinado de amor e graça.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Festa de Cristo, Rei do Universo
24 de novembro de 2013
Rev. Edson Cortasio Sardinha



            Este é o último domingo do Ano Litúrgico. Com este domingo encerra o Ano Cristão e fecha o ciclo litúrgico.
            O Ano Cristão começa no Advento (anúncio do nascimento do Senhor) e passa por todo o ministério do Senhor Jesus. No Ciclo do Natal meditamos em seu nascimento e manifestação. No Ciclo da Páscoa meditamos em sua morte e ressurreição. No Tempo Comum meditamos em seu ministério. Cada domingo lemos o Evangelho de Lucas (Ano C) meditando na caminhada do Senhor Jesus.
            Agora, neste domingo finda-se o Ano Cristão. No próximo domingo já celebraremos o novo Ano com o primeiro domingo do Advento. Neste ano lemos Lucas - Ano C e no próximo ano litúrgico caminharemos por Mateus - Ano A.
            O  Ano Litúrgico da Igreja é encerrado com a festa de Cristo Rei dos reis.
            Diante de tantos movimentos políticos e sociais, o cristianismo pregou que o verdadeiro Rei é o Senhor Jesus. Este foi o contexto que deu início a esta bonita celebração.
            "Cristo Rei foi uma das últimas celebrações instituída pelo Papa Pio XI, na época em que o mundo passava pelo pós-guerra de 1917, marcado pelo fascismo na Itália, pelo nazismo na Alemanha, pelo comunismo na Rússia, pelo marxismo-ateu, pela crise econômica, pelos governos ditatoriais que solapavam toda a Europa, pela perseguição religiosa, pelo liberalismo e outros que levavam o mundo e o povo a afastar-se de Deus, da religião e da fé, culminando com a 2ª Guerra Mundial".
            A festa foi instituída para que todas as coisas culminassem na plenitude em Cristo Senhor, simbolizado no que diz o Apocalipse: ”Eu sou o Alfa e o Ômega, Principio e Fim de todas as coisas.” (Ap1, 8).
            Esta festa celebra o reinado de Cristo, o Reino de Deus e nossa participação neste reino. O fim da história não é o sofrimento nem as desigualdades. O fim da História é Jesus Cristo, nosso Senhor, o Rei dos Reis.
            Neste dia celebramos a vitória de Jesus sobre a morte, o mundo, a carne e o diabo.
            No Ano C, as leituras do Dia de Cristo, Rei do Universo são: II Sm 5.1-3; Sl 122, Cl 1.12-20 e Lucas 23.35-43.
            O livro de II Sm 5.1-3 fala da unção de Davi como rei de Israel. Davi passou a ser o modelo do grande Rei. Figura do Rei que viria.
            O Salmo 122 canta a alegria de Jerusalém ter o trono do Rei. É a fé de que o Rei Messias viria reinar em Jerusalém.
            Paulo aos Colossenses 1.12-20 diz que Deus nos tirou das trevas e nos transportou para o reino de Jesus. Em Jesus foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. Ele é o verdadeiro Rei. 
            O Evangelho de Lucas 23.35-43 fala de Jesus reinando em Jerusalém através de sua morte na cruz. A cruz foi o início do reinado de Cristo, onde nos deu o perdão dos pecados e nos comprou e nos redimiu para sermos seu povo eleito.
            Celebremos esta data orando:

            "Onipotente e sempiterno Deus, que sempre estás mais pronto a ouvir do que nós a suplicar, e nos dás mais do que desejamos ou merecemos; derrama sobre nós a tua misericórdia, perdoando os nossos pecados e dando-nos as bênçãos que não somos dignos de pedir, senão pelos merecimentos de Jesus Cristo teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém". 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

IHS é a abreviação do nome de Jesus em grego e da escrita latina do nome como se usava na Idade Média: Ihesus.
Trata-se de um trigrama cristológico propagado no século 14 pelo pregador São Bernardino de Sena. 
No século 16, foi retomado com a significação de “Jesum habemus socium”, que quer dizer, em português, “Temos Jesus como amigo, companheiro”.

Depois de Francisco de Assis, Inácio de Loyola foi quem mais contribuiu para a difusão do monograma. 
O fundador da Companhia de Jesus (Jesuítas)  utilizou o símbolo no início de suas principais cartas e escritos. Em forma impressa, usou o IHS como carimbo das principais publicações – por exemplo, na primeira edição do livro dos Exercícios Espirituais e, também, no carimbo oficial da Ordem.
Para nós o Nome de Jesus tem poder! Ele é o nosso unico intercessor. Amamos e adoramos o nome de Jesus. 
Temos a promessa: "E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho". João 14:13